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FERTIRRIGAÇÃO DE PASTAGEM COM ÁGUA RESIDUÁRIA PATENSE: UM CASO DE SUCESSO

O uso racional de água residuária em fertirrigação vem sendo estudado a algum tempo em vários países. O Prof. Dr. Luis Cesar Dias Drumond, da UFV-Campus de Rio Paranaíba, vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa em convênio com a Indústria de Rações Patense Ltda desde 2009, utilizando a água residuária da indústria para fertirrigação de pastagem (Figura 1). Os resultados são excelentes. Esse projeto tem sido difundido e hoje Drumond tem pesquisa com uso de efluentes na fertirrigação de plantas forrageiras em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio Grande do Sul.

O principal objetivo é usar sustentavelmente a água residuária, mostrando para empresários, técnicos, produtores e sociedade civil que a maioria dos efluentes podem e devem ser usados como fonte de nutrientes para diversas culturas. Drumond afirma que é a forma mais racional, de baixo custo e que apresenta menor risco ambiental para tratamento de efluentes. Em condição tropical, o nível de ação microbiana do solo é intenso e plantas tropicais, a exemplo das plantas forrageiras, são altamente consumidoras de elementos químicos presentes nos efluentes. Assim, estamos transformando o resíduo de uma atividade em insumo para outra atividade, de forma tecnicamente correta, economicamente viável e ambientalmente sustentável.

A Patense foi a primeira empresa a ser parceira desse importante trabalho, fornecendo recursos financeiros e humanos para que se pudesse implementar a pesquisa. A Patense acreditou no projeto e hoje estamos colhendo frutos desse trabalho (Figura 2).

Recentemente, orientados do Prof. Drumond apresentaram os resultados das pesquisas realizadas em parceria com a Indústria de Rações Patense Ltda, no I Simpósio Internacional de Águas Residuárias na Agricultura, ocorrido nos dias 8 e 9 de novembro de 2012 na Faculdade de Ciências Agronômicas UNESP – Campus Botucatu. Os trabalhos foram classificados como de grande relevância, pois vem atestar uma forma técnica e viável de tratamento de efluentes. Os trabalhos foram apresentados por Carina Gonçalves de Paula e Mayra Carolina de Oliveira.

Além disso, foi realizado um Trabalho de Conclusão do Curso de Agronomia da UFV sobre o assunto, conduzido pela formanda Mayra Carolina de Oliveira e orientado por Drumond. Atualmente os pesquisadores estão trabalhando em um artigo científico para ser enviado para uma revista internacional.

Em dezembro de 2012 foi instalado na Patense de Patos de Minas 4 novas pesquisas e na Patense de Itaúna mais 3 pesquisas. Essas pesquisas estão sendo conduzidas por alunos pertencentes ao GEPFOR, do Curso de Agronomia da UFV-Campus de Rio Paranaíba, orientados pelo Prof. Drumond.

Os principais benefícios da fertirrigação de pastagens com águas residuárias é a transformação de um resíduo em insumo. Além disso, utiliza-se a abundante radiação existente no Brasil para produção de alimento de qualidade e com segurança alimentar comprovada (Figura 3).

O ciclo sanitário da água, associado à eutrofização poderia ser minimizado caso a água residuária fosse destinada para atividades que toleram uma qualidade inferior. Está comprovado que dentre essas destaca-se a agropecuária. O uso de águas residuárias brutas ou parcialmente tratadas na produção agrícola tem sido largamente difundido em alguns países como parte de políticas governamentais. Essa prática é comum em países do Oriente Médio (Israel, Arábia Saudita, Jordânia), da África (Tunísia, Egito, Marrocos, Namíbia), do Sudeste Asiático (China, Cingapura), da Europa (Espanha, França, Alemanha), da América Latina (México, Peru), nos Estados Unidos e na Austrália. O maior benefício desta prática é a prevenção do risco de eutrofização dos recursos hídricos destinados ao consumo humano. O uso de águas residuárias pode garantir a disponibilidade permanente de água para a produção agrícola e contribuir para a economia de fertilizantes inorgânicos, pois estes contêm nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas, aumentando o rendimento dos cultivos, melhorando a estrutura do solo e ampliando as fronteiras agrícolas (GHEYI, et al., 2007).

Os benefícios alcançados ainda são maiores, se o reuso for feito com acompanhamento correto, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere a utilização de lagoas de estabilização e/ou biodigestores como método de estabilização da água residuária, pois propicia condições adequadas para que o sistema produza um efluente cujas características microbiológicas e parasitológicas possibilite fertirrigação de várias culturas agrícolas. Recomenda-se monitoramento da movimentação de elementos químicos do perfil do solo, utilizando-se extratores de solução do solo, que podem ser instalados a várias profundidades. Os resultados obtidos possibilitam elaboração de relatórios mensais, que podem ser utilizados para acompanhamento dos técnicos dos órgãos ambientais. Essa técnica é mais recomendada que os poços de observação, pois é mais precisa, segura e não oferece risco de contaminação do lençol freático (OLIVEIRA E DRUMOND, 2012).

Atualmente na América Latina existe cerca de 550.000 hectares irrigados com águas residuárias sem tratamento. Destaca-se o México, onde 110.000 L/s são aproveitados na irrigação de extensas áreas com cultivos diversos. Grande parte desse volume não recebe nenhum tratamento (91,8%) e são utilizados em 26 distritos de irrigação. O Peru é outro país que adotou o reuso como parte de sua política de recursos hídricos, com cerca de 4.000 hectares irrigados (OLIVEIRA E DRUMOND, 2012).

Existe uma metodologia técnica e cientificamente comprovada para aplicação e manejo desse processo. Toda a aplicação é acompanhada com monitoramento da movimentação de elementos químicos no perfil do solo, de forma a garantir a eficiência do processo e evitar contaminação do solo, do lençol freático e artesiano. A equipe de pesquisa do Prof. Drumond tem ministrado treinamentos para funcionários da empresa e para o uso correto dessa tecnologia. Esses treinamentos são relativamente simples e são ministrados utilizando o próprio sistema de fertirrigação instalado (Figura 4).

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    Figura 1

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    Figura 2

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    Figura 3

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    Figura 4

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