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05/02/2018

Expectativas positivas para abate de suínos

Com o consumo em alta e os investimentos em melhoria da qualidade da carne e no marketing, o abate pode alcançar 8,1 milhões de cabeças em 2027, o que representaria um crescimento de 3,78% ao ano e de 44,9% na década. Os dados são do estudo “Projeções do Agronegócio Mineiro 2017 a 2027”, elaborado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

A maior parte da carne suína mineira é comercializada no mercado interno. O Estado possui o maior índice de consumo do País, que é de 21 quilos per capita ao ano, enquanto a média nacional está em torno de 15 quilos per capita.

Em relação ao mercado, ainda existe espaço para crescer principalmente em outros estados brasileiros, particularmente os do Nordeste. Entretanto, a exportação de carne suína tem oscilado e não tem sido um ponto forte da suinocultura mineira.

Em Minas Gerais, quarto Estado maior produtor, a produção de suínos avançou nos últimos anos. A suinocultura industrial cresceu significativamente nas áreas produtoras de milho e de soja, que são os principais ingredientes utilizados na alimentação dos animais. A facilidade de acesso e os custos menores dos insumos são fatores que contribuíram para expansão da atividade nas regiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba.

Outros fatores que permitiram o desenvolvimento da suinocultura no Triângulo e Alto Paranaíba são o clima favorável, a topografia e o solo que permitem melhor distribuição dos dejetos suínos para uso como adubo orgânico.

A produção de carne suína também é destaque em regiões tradicionais como na Zona da Mata e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), regiões estas que estão próximas aos grandes centros consumidores.

Entre os desafios que o setor enfrentará na década estão às oscilações de preços verificados nos principais insumos, como o milho e a soja, a constante necessidade de investir em tecnologias e no aprimoramento da gestão. Outro desafio é que uma parcela significativa da carne processada consumida pelos mineiros é originária de outros estados, situação que só será modificada com o fortalecimento da indústria processadora de carne do Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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